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Os 12 melhores jogos para notebook, jogáveis apenas com o teclado

Escrito por Paulo Carmino

Seja em uma viagem de avião, na cama antes de dormir ou simplesmente nas ocasiões em que o trackpad não se mostra o mais adequado, há momentos em que o bom e velho teclado é o único controle que queremos usar para jogar em um notebook.

Pensando nesta situação, selecionados os melhores jogos disponíveis para PC em 2020 que precisam apenas do teclado para serem jogados.

Limbo

Começando com um clássico lançado no distante ano de 2010, mas que resistiu ao tempo como poucos.

Esta aventura do estúdio dinamarquês PlayDead ainda é capaz de impressionar pelo visual, que na época do lançamento chamou a atenção pelo aspecto monocromático, melancólico e minimalista, remanescente do cinema noir e do expressionismo alemão. Hoje, a influência desse estilo artístico pode ser percebida em inúmeros jogos de plataforma, sendo Little Nightmares uma das homenagens mais famosas.

O jogador controla um menino sem nome e do qual nada se sabe, mas que aparenta estar perdido em uma espécie de purgatório. O visual sombrio oculta surpresas letais, incluindo riscos ambientais e físicos, como armadilhas e uma aranha gigante. Muitas dessas só serão percebidas quando já foram acionadas, várias vezes matando o garoto.

A jogabilidade mistura quebra-cabeças inteligentes e ação de prender o fôlego, e funciona tão bem que o jogo é um dos poucos capazes de cativar igualmente quem joga e quem assiste.

Shovel Knight

Sucesso do Kickstarter, onde arrecadou mais de 300 mil dólares, este jogo independente virou o queridinho indie da geração, tendo saído do PC para render versões em praticamente todas as plataformas de hoje.

O jogo é um dos melhores no estilo side-scrolling do PC e hoje conta com muitas novas fases gratuitas lançadas via DLC, como Plague of Shadows e Spectre of Torment.

Shovel Knight apresenta gráficos típicos dos consoles de 8 bits como o NES e uma jogabilidade inspirada por Zelda e outros clássicos daquela época, como Castlevania. O principal meio de ataque do cavaleiro protagonista é sua pá, e ela obviamente também pode ser usada para desenterrar tesouros. Ao encontrar um vendedor escondido na maioria das fases, o jogador pode comprar itens secundários, incluindo projéteis de longo alcance, luvas que permitem puxar blocos de terra e um medalhão que faz com que o jogador fique invencível por um breve período.

Sendo um típico side-scroller 2D, Shovel Knight funciona bem no teclado e é um jogo obrigatório para quem gosta de ação e aventura.

Crypt of the Necrodancer

Aqui está um exemplo de uma ideia que parece sedutora no papel, mas que poderia facilmente ter sido mal executada. Acontece que os desenvolvedores talentosos da Brace Yourself Games sabiam o que estavam fazendo quando pensaram em misturar um jogo de percorrer masmorras com o gênero de ritmo musical.

Embalado com modos, opções e configurações que multiplicam a diversão de um conceito aparentemente limitado, Crypt of the Necrodancer é ao mesmo tempo muito completo e cuidadosamente equilibrado, sem esquecer de ser divinamente encantador e muito bem orquestrado.

O jogo oferece uma dúzia de personagens jogáveis, cada um com regras específicas a seguir, mas sempre limitados em suas ações ao ritmo da música. Eli, por exemplo, luta como Bomberman com explosivos ilimitados, que ele pode soltar e lançar à distância. O Monge pode obter um item grátis dos vendedores, mas morre instantaneamente assim que pega uma única peça de ouro. Para os intrépidos, há a avó da heroína, Aria, que não pode lutar com nada além de uma simples adaga, nunca ganha corações extras e morre por qualquer coisa. Por outro lado, o Bardo deve permitir que as pessoas que tropeçam no aspecto rítmico se sintam mais à vontade com seus movimentos, uma vez que ele se move livremente, sem se preocupar muito com música.

Cuphead

Vencedor de inúmeros prêmios, entre eles o de melhor jogo independente e melhor direção artística no The Game Awards 2017, Cuphead é um dos melhores jogos desta geração e um título perfeito para ser jogado pelo teclado em um notebook.

O jogo produzido pelo Studio MDHR se destaca principalmente pelos gráficos, que imitam desenhos animados da década de 30. A jogabilidade é aquela tradicional de um shooter em scroll horizontal, na qual o jogador deve ser ágil para alvejar os inimigos que pipocam na tela a todo instante.

Cuphead pode ser jogado solo ou em modo cooperativo para dois.

Uma curiosidade: o jogo não apenas funciona bem em notebooks como é um dos primeiros adaptados para o painel dos carros da Tesla.

Dead Cells

Aclamado pela crítica e público, Dead Cells foi consagrado como melhor jogo de ação de 2018 no The Game Awards.

Trata-se de mais um título de ação 2D que bebeu da inesgotável fonte das séries Castlevania e Metroid, e um pouco daquela de onde brotaram os modernos Dark Souls e Bloodborne, especificamente no nível de desafio.

Espere morrer inúmeras vezes em Dead Cells. Mas, felizmente, desta vez você será ressuscitado rapidamente e poderá continuar de onde parou. O objetivo pode ser resumido a matar tudo o que se move para escapar da ilha amaldiçoada que o mantém prisioneiro. Para conseguir isso, o herói só tem acesso no início a um cutelo mal afiado e um escudo improvisado. Saltos e ataques são encadeados com precisão, e com o tempo o jogador terá a satisfação de eliminar seus inimigos rapidamente através de uma combinação letal de ataques.

Com seu conteúdo abundante, Dead Cells poderia ter caído na armadilha da quantidade que suplanta a qualidade, mas o estúdio Motion Twin afasta esse medo e oferece um jogo muito bem equilibrado e polido. Desde sua extravagante direção artística até sua jogabilidade frenética e precisa, através de seu desafio encorpado, mas motivador, este jogo desenvolvido por um pequeno estúdio de Bordeaux, na França, é uma das obras primas independentes desta geração.

Puyo Puyo Tetris

Jogos de quebra-cabeça no estilo Tetris são perfeitos para jogar no teclado de um notebook.

Esta é uma das versões mais modernas do clássico russo, apresentada em uma mistura com Puyo Puyo, a excelente variação do gênero criada pelos japoneses.

Aqui você escolhe se joga Tetris ou Puyo Puyo, seja no modo solitário ou nos desafios multiplayer, em que um jogador pode ir de Tetris e o outro de Puyo Puyo, travando uma disputa por pontos.

Trata-se de um jogo viciante que roda bem em qualquer notebook e só precisa de três teclas para ser apreciado.

The Messenger

Os fãs de Mega Man e Duck Tales tiveram Shovel Knight. Os nostálgicos dos antigos RPGs japoneses foram bem tratados com Bravely Default e Octopath Traveler. No entanto, os amantes de Ninja Gaiden, Shinobi ou Ninja Spirits continuavam sem uma homenagem moderna àquela época, até que a equipe do Sabotage Studio acordou uma manhã com o desejo de oferecer um jogo de ação 2D com ninjas: The Messenger.

Aqui o jogador assume o papel de um estudante do ninjitsu enviado para atravessar o mundo e entregar um pergaminho da maior importância. Um mensageiro, portanto, que acompanhamos ao longo de uma dúzia de horas em uma aventura cheia de surpresas, com uma jogabilidade deliciosa que, apesar de nostálgica, traz muitos elementos modernos.

Uma dessas modernidades surge no meio da aventura, quando The Messenger aproveita a oportunidade para mudar de gênero e se tornar um Metroidvania. O jogador então descobre que todas as fases visitadas estão interconectadas e se tornam o cenário para outro jogo, mais focado na exploração.

The Messenger é um jogo de ação perfeito para ser curtido em sessões curtas, dependendo apenas de um notebook mediano e um bom teclado como controle.

Brawlhalla

Inspirado por Super Smash Bros, Brawlhalla é um jogo que pode ser baixado gratuitamente no computador.

O foco aqui é no multiplayer, e os jogadores podem lutar em conexões locais ou online por vários modos casuais como Free-For-All, 1v1 Strikeout e um novo modo único disponível a cada semana.

Brawlhalla tem controles simples e movimentos especiais de um botão que combinam bem com o teclado.

Durante a partida, as armas caem do céu aleatoriamente e podem ser apanhadas pelos jogadores. Todos os personagens de Brawlhalla podem usar 2 armas de um total de 13 opções para lutar entre si. As armas incluem explosivos, katares, lanças com foguetes, espadas, canhões, machados, manoplas, martelos, arcos, foices e orbes.

Quatro estatísticas são atribuídas a cada personagem: força, destreza, defesa e velocidade. A combinação dessas estatísticas determina os pontos fortes e fracos de um personagem, bem como seu estilo de luta.

Undertale

Parte RPG, parte shooter frenético, Undertale é um jogo como nenhum outro. Trata-se de mais uma obra de um homem só, neste caso do designer Toby Fox, que ganhou notoriedade inicialmente pela autoria de um “mod” de Halloween para o clássico Mother 2/Earthbound, da Nintendo.

A admiração de Fox por Mother 2 pode ser percebida largamente em Undertale, primeiro por seu estilo visual, mas acima de tudo porque também se encaixa no mesmo estilo de JRPG. É um jogo com a mesma sutileza, e que oferece um sistema de combate inspirado nos shoot’em up do passado. Cheio de elementos originais, Undertale tem uma interessante peculiaridade: não é necessário derrotar seus oponentes para vencer uma luta.

Owlboy

O D-Pad Studio precisou de nove anos para terminar seu trabalho de ourives em Owlboy, um projeto que foi revisado e atrasado muitas vezes até ser lançado pelo Xbox Live Arcade e em seguida no PC.

Inspirado por clássicos da Nintendo como Super Mario Bros e Kid Icarus, Owlboy tem como protagonista um menino com orelhas e asas de coruja que é capaz de voar e carregar objetos enquanto percorre o cenário. Esses objetos variam em uso, mas são usados principalmente como armas de longo alcance, armas lançadas e ferramentas de solução de quebra-cabeças. À medida que o jogo avança, Otus ganha aliados que o acompanham durante sua jornada, cada um com sua própria arma e propriedades exclusivas.

Owlboy chama a atenção pelos lindos gráficos 2D em pixelart, que são atemporais e permitem que o jogo rode fácil em um notebook mais simples.

Celeste

A origem artesanal de Celeste é evidente desde o nome da produtora responsável, a Matt Makes Games. Matt Thorson é criador, escritor e diretor criativo do projeto, no entanto, diferentemente do que o nome da empresa sugere, há alguns anos ele não desenvolvia jogos por conta própria.

Celeste foi construído principalmente por seis pessoas, com um grupo maior dedicado a melhorar o áudio, além de fornecer feedback sobre o projeto. Este é um jogo que mostra o quão importante é a visão de um autor inspirado, independentemente do tamanho de sua equipe. Celeste é um projeto autoral, mas também um jogo muito bem polido e ambicioso, guardadas as proporções de um título independente.

A protagonista é Madeline, uma garota deprimida e problemática, mas com força de vontade o suficiente para tentar escalar uma montanha; um conjunto que assume nuances poéticas durante a aventura. A jogabilidade é aquela típica dos velhos jogos de plataforma 2D, com muita ação e saltos precisos.

Celeste é perfeitamente jogável apenas com um teclado e em um notebook modesto, mas também combina bem com os controles de consoles conectados ao PC.

Cave Story +

Cave Story é um jogo de ação à moda antiga, no qual o jogador controla um garotinho com um boné em fases cheias de inimigos.

Também baseado no gênero Metroidvania e inspirado por jogos japoneses de ação e plataforma, Cave Story + tem ênfase no tiroteio, pulos bem calculados e movimentos rápidos, exigindo bom nível de destreza do jogador. É um jogo difícil, mas se mostra muito gratificante quando os controles e as táticas são dominadas.

Sobre o Autor

Paulo Carmino