Meio Ambiente

Obra de Moto Honda é interditada por Instituto de Proteção Ambiental

Uma obra da empresa Moto Honda da Amazônia foi interditada última semana pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). A empresa tinha licença para desmatar uma área de 7,4 hectares (ha) na comunidade Colônia Japonesa.

Uma obra da empresa Moto Honda da Amazônia foi interditada última semana pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). A empresa tinha licença para desmatar uma área de 7,4 hectares (ha) na comunidade Colônia Japonesa.

A Honda foi impedida de dar procedimento a suas obras após denúncia dos moradores da Colônia, localizada entre as Zonas Leste e Norte de Manaus.

A empresa havia recebido o alvará da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). No terreno da própria empresa seria construída uma unidade administrativa. Porém, a engenheira florestal e representante da Associação de Moradores do conjunto Petros, Geise Canalez, afirma que o investimento foi barrado por causa do Plano Diretor do Município.

“O Plano Diretor proíbe uma obra como essa em uma área residencial e de proteção ambiental. Sem falar que a empresa também não realizou o estudo de impacto de vizinhança, que é obrigatório”, justifica a engenheira.

A Secretaria de Meio Ambiente afirma que o empreendimento está legalizado, pois não pertence à Área de Preservação Permanente (APP), do Corredor Ecológico Urbano do Mindu e da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) da Moto Honda, que tem 16 hectares. A prefeitura então teria concedido a licença ambiental a uma área de 7,4 hectares, no entanto o presidente do Ipaam, Ademir Stroski, afirma que neste caso (que se trata de supressão vegetal) a atribuição de dar esta licença é do próprio Ipaam e não da Secretaria.

Do Ipaam a Moto Honda conseguiu apenas licença ambiental para desmatar apenas 0,75 ha, bem diferente dos 7,4 ha autorizados pela Secretaria, segundo Stroski. Como a diferença é muito grande, o empreendimento chamou a atenção dos moradores. 

Os habitantes locais informaram que a derrubada de árvores começou no último dia 31. Durante a manhã de terça e quarta-feira, máquinas e tratores derrubaram a mata. Na tarde de quarta as fiscalizações visitaram as obras e segundo a assessoria da Semmas não foi encontrado nenhuma irregularidade.

Segundo Stroski, a obra está sob avaliação técnica e há chances da Moto Honda ser multada. “A obra está embargada e a nossa diretoria técnica está fazendo uma avaliação dos danos que já foram causados ao meio ambiente. Dependendo desse resultado, a empresa ainda pode ser punida com multa, mas é cedo para dizer.”

Geise Canalez disse que a área desmatada é habitat de várias espécies de primatas, cotias e araras, que representam o local. Além dela, que mora no conjunto Petros, outros moradores devem se reunir com representantes da Moto Honda para discutir a questão.  Com informações de acritica.com

Redação CicloVivo

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