Tecnologia

O que é ISO em fotografia? Tudo que você precisa saber!

Escrito por Paulo Carmino

Tirar boas fotos nem sempre é tarefa fácil, pois necessita de prática, sensibilidade artística e um pouco de conhecimento. Pensando nesse último, vamos explorar o que é o ISO nas fotografias!

Tirar fotos é relativamente simples, já que praticamente todos os smartphones possuem câmeras para fazer gravações e vídeos. No entanto, uma imagem que chama a atenção depende de fatores técnicos e artísticos combinados.

Falar da parte artística envolve valores subjetivos, mas se falarmos puramente da técnica, há três elementos fundamentais que um fotógrafo iniciante precisa saber sobre sua câmera: abertura, velocidade e ISO.

Os três precisam trabalhar simultaneamente para uma imagem de qualidade, exigindo conhecimento do fotógrafo que, muitas vezes, precisa fazer “malabarismos” devido as condições que o ambiente proporciona.

Pensando nisso, iremos explorar um pouco mais sobre o ISO nas fotografias. Não deixe de conferir também nosso artigo sobre 3 erros que (quase) todo mundo comete quando vai tirar uma foto.

Um pouco de história

A palavra “ISO” surgiu em 1974 da “International Organization for Standardization” (Organização Internacional de Padronização, em tradução livre) para padronizar o sistema nas câmeras do mundo inteiro.

Eles decidiram trocar as letras “S” e “O” de lugar para remeter ao vocábulo grego “iso”, que significa “igual“. No começo, o ISO era mensurável pela sensibilidade a luz dos filmes, e vinha escritos no rótulo, como na imagem acima.

Na conversão para o mundo digital, o ISO passou a ser a sensibilidade do sensor da câmera à luz que, na maioria dos casos, tem o valor mínimo de 100 (pouca sensibilidade) a 16.000 (muita sensibilidade) ou até mais.

Isso significa que, quanto melhor iluminado o ambiente, menos ISO é necessário.

Na prática, como o ISO afeta a imagem?

Em um ambiente bem iluminado, o ideal é deixar o ISO com a menor quantidade o possível para não causar ruídos e granulados na imagem. Portanto, a regra é: quanto menor o ISO, maior a qualidade.

Perceba na imagem que quanto maior o ISO, mais granulada ela fica (Imagem: Fstoppers)

A imagem acima é um exemplo claro de que uma entrada exagerada de luz na lente da câmera faz a imagem perder a qualidade. Perceba que no retângulo ISO 3200 a imagem é completamente nítida, enquanto no ISO 50000 o céu está inteiramente granulado.

Já nesta aqui, o boneco do Darth Vader estava em um ambiente pouco iluminado e, nesse caso, foi necessário um ISO maior para conseguirmos enxergá-lo com mais detalhes.

Vale mencionar que a própria câmera também influencia na qualidade, já que há modelos profissionais hoje em dia em que você pode ter um ISO relativamente alto sem perder definição.

Por fim, há casos em que o fotógrafo deixa o ISO propositalmente alto querendo transmitir algum tipo de mensagem artística.

Posso tirar o ruído na pós-edição?

Programas como o Adobe Lightroom ou Photoshop permitem que você faça ajustes na iluminação, cores, ruídos e granulados. O último citado, por exemplo, tem filtros que reduzem ruídos e você mesmo pode aumentar ou diminuir a intensidade de acordo com suas preferências.

No entanto, por mais que ele melhore a qualidade da imagem, ela ainda não terá a mesma definição que uma fotografia tirada com o valor do ISO baixo.

Abertura do diafragma e Velocidade do obturador

Como dito antes, esses dois elementos trabalham juntos com o ISO, e vale um artigo específico para cada um deles. No entanto, é importante ter uma noção de como eles funcionam.

Abertura

Assim como a pupila em nossos olhos aumentam ou diminuem de acordo com a entrada de luz do ambiente, a abertura do diafragma funciona de modo semelhante. Quanto menor o número “F” (Fração), mais aberto o diafragma está e, portanto, mais luz entra para fazer a imagem.

Na prática, quanto maior a abertura, menor a profundidade de campo. O que significa que as imagens ao fundo ficam distorcidas, como na fotografia acima.

Velocidade do obturador

Como o nome sugere, este é o tempo em que o sensor “vê” a cena que você quer capturar. Sabe aquelas imagens “tremidas” que todo mundo já tirou? Elas são frutos de uma velocidade baixa do obturador.

A escala da velocidade é por “frações de segundo” e, quanto maior o denominador, mais rápida será a captura da imagem. Ou seja, 1/500, por exemplo, é muito mais rápido que 1/30.

No entanto, com o auxilio de um tripé, é possível criar fotos lindas com baixa velocidade do obturador.

Como vemos na foto comparativa acima, a imagem a esquerda foi tirada em alta velocidade, enquanto a da direita veio em baixa.

Criatividade e estilo pessoal

O importante, especialmente para os iniciantes em fotografia, é que a imagem seja a mais nítida possível, refletindo as cores e a iluminação que “seus olhos” veem.

Não existe regra específica para como isso será feito, mas a ideia é ter um equilíbrio entre o ISO, a velocidade do obturador e a abertura do diafragma. Seja criativo ao utilizar esses três elementos e boas fotos!

Sobre o Autor

Paulo Carmino