Meio Ambiente

Maré verde ocupa 20 mil km2 do Mar Amarelo, na China

As autoridades chinesas disseram que a proliferação de algas, ou "maré verde", tem obstruído quase 20 mil Km2 do Mar Amarelo. Mesmo que as algas não sejam tóxicas, as flores podem deixar um odor desagradável nas praias.

As autoridades chinesas disseram à mídia estatal Xinhua que a proliferação de algas, ou "maré verde", tem obstruído quase 7.700 milhas quadradas, aproximadamente, 20 mil Km2, do Mar Amarelo. 

As algas que cobrem as praias pertencem a uma espécie de plâncton marinho conhecido como Enteromorpha prolifera, encontrado em águas de todo o mundo. Nas condições certas, as algas podem explodir em florescência de macro-algas, conforme explicado por Steve Morton, biólogo marinho do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos à National Geographic News. 

Tais florações maciças requerem temperaturas oceânicas quentes e águas ricas em elementos como fósforo e nitrogênio, que são encontrados em adubos e podem ser carregados às costas pelo escoamento da água. Mesmo as algas não sendo tóxicas, as flores grandes podem criar áreas pobres em oxigênio, as chamadas "zonas mortas" na água e deixarem um odor desagradável nas praias. 

Além disso, com a proliferação e decomposição das flores, metano e enxofre são liberados, ocasionando um mau cheiro parecido com ovo podre ou pior, disse Morton. Embora não sendo prejudiciais, o biólogo recomenta que os nadadores fiquem distantes das algas, quando possível. 

Além de matar organismos marinhos, as zonas mortas, que podem ser causadas ​​por tais flores, também podem estimular deformidades em algumas espécies. Exemplo disso é uma zona de baixa quantidade de oxigênio no Golfo do México, que tem causado deformidades sexual em peixes, segundo um estudo divulgado em maio ("Female Fish Develop 'Testes' in Gulf Dead Zone”). 

Em 2003, um satélite da NASA avistou uma mancha verde no Lago Erie, na América do Norte, que acabou por ser uma florescência de algas. Na China esses eventos são muito piores do que qualquer experiência nos EUA, e "muito provavelmente" são visíveis do espaço, disse Morton. 

Redação CicloVivo

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