Meio Ambiente

Japão defende a caça de baleias na Justiça

O ministro da Pesca e Agricultura já havia afirmado que o país não estava disposto a abandonar a rática

O Japão segue firme em sua decisão de continuar a caçar baleias. Contrariando os apelos dos ambientalistas, o ministro das Relações Exteriores japonês, Fumio Kishida, ainda essa semana, deve defender a atividade para fins científicos.

Em fevereiro deste ano, o ministro da Pesca e Agricultura, Yoshima Hayashi, já havia afirmado que o país não estava disposto a abandonar a pesca de baleias. Além de alegar que era uma questão de segurança alimentar, o ministro ainda disse que era cultural, com longa tradição.

Agora, foi a vez de Kishida assumir sua posição. Nesta semana, ele defenderá que a caça seja ajustada às leis internacionais no Tribunal de Haia (Tribunal Internacional de Justiça). De acordo com Kishida, a atividade é parte de pesquisas cientificas, que se realizam de maneira legal, seguindo o Artigo 9 da Convenção Internacional para a Regulação da Atividade Baleeira.

Para a Austrália, parceiro comercial do país nipônico, a captura de cetáceos na Antártida é realizada para fins comerciais, o que viola a Convenção.

A caça é realizada desde 1987 e a carne é vendida nos restaurantes. Entretanto, o consumo caiu bastante nos últimos anos. Se em 2009 eram consumidas 4.200 toneladas, em 1962 eram apenas 230 mil. Essa questão, somada a intervenção de associações conservacionistas, fizeram com que, neste ano, fosse registrado o menor índice histórico de captura. O total foi de 103 baleias. Com informações do Terra.

Redação CicloVivo