Pensando na preservação, economia e velocidade, surgiu o Kite Sailing Kitano Yacht, projetado pela designer Stefani Krücke, 29, um marinheira e windsurfista alemã, que apresentou uma proposta de baixo impacto ambiental para receber o seu diploma de design industrial.
Desde a antiguidade a energia eólica tem sido aproveitada para mover os barcos impulsionados por velas ou para fazer funcionar a engrenagem de moinhos, ao mover suas pás. Este tipo de geradores tem se popularizado rapidamente devido ao fato de que a energia eólica é renovável, diferente da queima de combustíveis fósseis.
Uma vez que não requer uma combustão que produza resíduos poluentes, nem a destruição de recursos naturais, essa fonte de energia é considerada “limpa", respeita o meio ambiente e é inesgotável.
O projeto da designer reaproveita as velas de kite, normalmente utilizadas para a prática do kite surf, para mover iates de luxo e de lazer. Assim a tecnologia é utilizada para outros fins, diferentes dos tradicionais, sem ser poluente.
A pipa voa no ar limpo e o barco ou iate não precisa de um mastro grande, nem de uma quilha pesada para se locomover. É necessário apenas uma quilha retrátil para reduzir a derrapagem. A pipa ou kite por si só é controlável, inflável (hélio para levantar) e, obviamente, ajustável.
O projeto possibilita a locomoção, mesmo quando os ventos estão fracos. Uma das vantagens que o barco oferece é a constante velocidade, proporcionada por rajadas mais fortes encontradas em altitudes elevadas, que fazem com que o barco ande depressa e de forma constante.
Comparado com uma vela normal a pipa tem menos área de superfície, mas ainda gera força suficiente para que mesmo uma brisa suave levante o casco a uma velocidade de planeio.
O iate usado por Stefani é equipado com um quilha operada hidraulicamente, que o permite navegar, sem risco, em águas rasas e litorais. A embarcação tem capacidade para até oito passageiros e é equipada com itens luxuosos.