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Death Stranding vai de chato a jogo do ano nas primeiras análises

Escrito por Paulo Carmino

Um dos jogos mais misteriosos e aguardados dos últimos tempos, Death Stranding teve suas primeiras análises publicadas nesta sexta-feira. E como muitos previam, o jogo é mesmo um que irá dividir opiniões, sendo considerado monótono e sem uma jogabilidade que sustente seu enredo por alguns, mas uma obra-prima e um dos melhores jogos desta geração por outros.

Entre os que não se empolgaram tanto com o primeiro jogo de Kojima desde que ele deixou a Konami está o avaliador da revista Game Informer, que respondeu a dúvida que muitos tiveram desde os últimos trailers: a jogabilidade é mesmo simples como se suspeitava, e para ele o resto não compensa esta falha.

“A verdadeira questão é que a jogabilidade de Death Stranding é realmente tão simples quanto parece, e os elementos ao seu redor – a história, o combate e os objetivos das missões sem brilho – não são satisfatórios o suficiente para ancorar o título e envolver os jogadores”, escreveu o avaliador da Game Informer, que deu a nota 7 em 10. “O que importa é a jornada, como dizem, mas quando a jornada é monótona, isso não é uma coisa boa”, escreveu ele.

Com opinião parecida, o avaliador do Games Radar deu a nota 3.5/5 e escreveu: “Obviamente, este é um jogo de Hideo Kojima, do qual fiquei longe até agora, na tentativa de discutir o jogo apenas por seus méritos, sem tudo o que esse nome traz. É um nome que obviamente evoca grandes expectativas e Death Stranding não as cumpre totalmente. Não sei explicar em muitos detalhes sem dar spoilers, mas não existem momentos reais de ‘holy shit!’, nem surpresas, apenas um jogo okay sobre carregar caixas no fim do mundo. A história é boa: ficção científica de alta fantasia cheia de longas cenas com a marca registrada de Kojima, a maioria envolvendo personagens que explicam a história com amplas faixas de exposição que não quebram tanto a regra do ‘mostre, não conte’ com linha após linha de cuidadosa explicação racional”.

O IGN também ficou entre os mais descontentes com o novo jogo de Kojima e sintetizou o receio que muitos tiveram desde a divulgação dos vídeos da jogabilidade: “Se Death Stranding soa como uma série de missões de buscar e entregar glorificadas, é porque é exatamente isso que ele é”.

Mesmo os mais críticos consideraram que Death Stranding se destaca no aspecto visual e no detalhamento, que são qualidades típicas dos jogos de Kojima. Sobre isso, o IGN comentou: “Death Stranding é um pouco como um pedaço de vidro fosco; por mais polido que seja, ainda é muito monótono. Você realmente precisa trabalhar incrivelmente duro para aproveitar isso, porque grande parte de Death Stranding parece complicada e requer muito mais esforço do que tem direito”. A nota foi 6.8/10.

Passando para os mais entusiasmados, a avaliadora do GameSpot comentou que o jogador terá sua primeira arma com mais de 25 horas de jogo, e mesmo assim ela não é letal, o que parece ser uma mudança radical em relação a Metal Gear Solid. No veredicto, ela escreve que “Death Stranding é um jogo difícil de absorver. Há muitos fios entrelaçados em sua trama, e nomes bobos, momentos brega e exposição pesada para uma mensagem muito simples. Isso acontece muito mais claramente nos momentos mais mundanos do jogo, quando você encontra uma escada desesperadamente necessária deixada para trás por outro jogador ou recebe uma carta de um NPC agradecendo por seus esforços. É positivo sem ignorar a dor; de fato, ele argumenta tanto em sua história quanto em sua jogabilidade que a própria adversidade é o que faz as coisas valerem a pena serem feitas e a vida valer a pena ser vivida. É um jogo que requer paciência, compaixão e amor, e também é um jogo que realmente precisamos no momento”. A nota é 9/10.

Também entre o time dos entusiasmados, a avaliadora da EGM comentou que Death Stranding é muito original e reconhece que está fadado a dividir opiniões. A sua, pelo menos, é de que se trata de um grande jogo.

“No final, o maior mistério de Death Stranding não é um dos elementos que foram sugeridos em mais de três anos de trailers – é o que as pessoas vão achar dele. Mesmo de um homem conhecido por fazer projetos de ame ou odeie, esse pode acabar sendo um dos jogos mais divisores já criados. Para mim, foi uma experiência que realmente posso dizer que era diferente de qualquer outra que me lembro. E, se nada mais, Death Stranding me faz respeitar Hideo Kojima por convencer a Sony a investir milhões em um jogo que é sobre um homem entregando pacotes para hologramas”. A nota também é 5/5.

Para o avaliador do site TheSixAxis, Death Stranding não só é bom, como é seu jogo do ano e um candidato a melhor desta geração. “Death Stranding é diferente de tudo que já joguei; bonito, de acelerar o coração, de partir o coração, frustrante, épico, deslumbrante e totalmente louco. Eu ri, chorei, xinguei e fui muito ao banheiro. Death Stranding não é apenas o meu jogo do ano, também é um candidato ao jogo da geração”. A nota foi 10/10.

O avaliador do site PushSquare também deu a nota 10/10 e escreveu em seu veredicto: “Após anos de misteriosa antecipação, Death Stranding entrega em todas as frentes. Um conjunto completo e fascinante de mecânica de jogo permite que você faça as entregas da maneira que quiser, enquanto os recursos sociais deixam o jogo vivo assim que você solta o controle. Pode se tornar um pouco cansativo quando você atinge a metade do caminho, mas a narrativa fenomenal está à disposição para recuperar as coisas novamente e seus visuais incríveis são a cereja no topo. Death Stranding não eleva o paradigma para nenhum gênero em particular, mas cria um inteiramente novo”.

Um pouco mais comedido com a nota, mas ainda no time dos que acharam Death Stranding um grande jogo, o site Destructoid explicou que “Death Stranding não é o jardim murado inacessível e estranho que o marketing fez ele parecer. É estranho, não me interpretem mal! Mas qualquer pessoa com uma compreensão superficial do surrealismo na arte deve ser capaz de se acostumar com o que é essencialmente uma produção jogável de Hollywood”.

“Grande parte de Death Stranding é gasta em encontrar a melhor maneira de chegar a um destino (através de árduos rios e montanhas), observando as paisagens enquanto você espera por outra [boa] cena de corte. Não, não há lutas freqüentes com chefes, mas elas existem e são bastante emocionantes, se não simplistas. Não, tudo não está totalmente explicado no final. A menos que tenhamos uma sequência… Pode ser cansativo e deve ser um sinal vermelho para um certo tipo de pessoa, mas no meu caso, nunca a ponto de desistir”. A nota é 8/10.

Death Stranding sai para PlayStation 4 no dia 8 de novembro e para PC em meados de 2020. Veja algumas notas publicadas:

Eurogamer: Recomendado
IGN: 6.8/10
GamesRadar: 3.5/5
Easy Allies: 8/10
Game Informer: 7/10
GameSpot: 9/10
USgamer: 3.5/5
Destructoid: 8/10
VG247: 3/5
God is a Geek: 9/10
VideoGamer: 8/10
GamingTrend: 100/100
The Guardian: 4/5
Shack News – 9
Gaming Nexus: 9.5/10
COGconnected: 93/100
Push Square: 10/10
EGM: 5/5
TrustedReviews: 10/10
Press Start: 8/10
GamingBolt: 9/10

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Paulo Carmino