Geek

Bungie, criadora de Destiny e Halo, está se separando da Activision

Escrito por Paulo Carmino

A Bungie, criadora das franquias Halo e Destiny, anunciou que está se separando da Activision Blizzard após uma parceria de oito anos. No processo de separação, a Activision concordou em ceder a franquia Destiny, que passa a ser propriedade da Bungie e poderá ser continuada de forma independente.

“Nós desfrutamos de uma jornada bem-sucedida de oito anos e gostaríamos de agradecer à Activision por sua parceria com Destiny. Olhando para frente, temos o prazer de anunciar planos para a Activision transferir os direitos de publicação de Destiny para a Bungie. Com nossa notável comunidade de Destiny, estamos prontos para publicar por conta própria, enquanto a Activision aumentará seu foco em projetos de propriedade intelectual”, publicou a Bungie em seu blog.

As duas empresas se uniram em 2010, depois que a Bungie vendeu seus direitos de Halo para a Microsoft e decidiu que o próximo passo para o estúdio seria a criação de uma franquia nova, no caso o jogo de tiro multiplayer Destiny. Com a parceria, a Activision se comprometeu a investir US$ 500 milhões para a criação de quatro jogos que seriam lançados em dez anos, mas as mudanças no mercado e a complexidade de Destiny forçaram algumas mudanças nos planos.

“Quando lançamos nossa parceria com a Activision em 2010, a indústria de jogos estava em um lugar bem diferente. Como um estúdio independente planejando construir uma nova experiência, queríamos um parceiro disposto a dar um grande salto de fé conosco”, disse o estúdio em seu blog. “Nós tínhamos uma visão para Destiny na qual acreditávamos, mas para lançar um jogo dessa magnitude, precisávamos do apoio de um parceiro editorial estabelecido”.

Hoje o cenário é muito diferente daquele de 2010 e jogos free-to-play, como Fortnite, são totalmente sustentados por microtransações e capazes de durar anos como produtos em atualização constante. O modelo de jogos tradicionais, vendidos por US$ 60 e substituídos meses depois por um concorrente similar ou uma sequência está em xeque, mas ainda resiste em casos raros como Call of Duty, que segue sendo o foco da Activision.

Ceder os direitos de Destiny à Bungie mostra que a Activision já não acredita no modelo tradicional e prefere não investir em um terceiro jogo da série.

Segundo o jornalista Jason Schreier, do site Kotaku, a relação entre a Bungie a Activision sempre foi tensa e o fim da parceria rendeu comemorações e estouro de champagne no estúdio.

Sobre o Autor

Paulo Carmino