Enquanto Apple e Samsung disputam o topo do mercado de smartphones com modelos que custam milhares de reais, a Xiaomi encontrou um caminho mais silencioso e igualmente eficiente para ganhar o mundo: celulares baratos. Dados do Counterpoint Research Global Handset Model Sales Tracker mostram que a linha Redmi, submarca da Xiaomi, aparece com frequência crescente no ranking global dos 10 celulares mais vendidos, com modelos como o Redmi 13C 4G, Redmi 14C 4G e Redmi A5.
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A estratégia é clara: em vez de competir diretamente pelo consumidor que paga o preço cheio de um iPhone ou Galaxy S, a Xiaomi aposta em dispositivos de entrada e intermediários que cabem no bolso de quem busca custo-benefício. E está funcionando. A presença constante da Redmi no top 10 global mostra que a marca não apenas entrou no radar dos consumidores internacionais, como conseguiu se manter lá.
Redmi 13C e 14C: os carros-chefe dos baratos
O primeiro sinal veio no segundo trimestre de 2024, quando o Redmi 13C 4G apareceu na sétima posição do ranking global. Na época, Apple e Samsung ocupavam sete das dez vagas, mas a entrada da Redmi já indicava que havia espaço para quem vendia bem fora do eixo dos flagships.
No trimestre seguinte, o mesmo modelo subiu para a sexta posição. A Apple continuava no topo com a linha iPhone 15, e a Samsung mantinha presença com os Galaxy A15 e A05, mas a Redmi já mostrava que não era um ponto fora da curva.
Entre o primeiro e o segundo trimestre de 2025, o Redmi 14C 4G entrou na briga, ocupando as posições 8 e 9. Os dois modelos da submarca passaram a dividir espaço no ranking, beneficiados pela demanda estável por celulares intermediários em mercados como Índia e Japão, onde o preço ainda é o principal fator de decisão.
Redmi A5: a aposta mais recente
No quarto trimestre de 2025, foi a vez do Redmi A5 estrear no top 10, na décima posição. O modelo se manteve na mesma colocação no primeiro trimestre de 2026, confirmando que a Xiaomi conseguiu sustentar a presença mesmo com o lançamento de novos iPhones e da linha Galaxy S da Samsung.
Vale notar que, ao contrário de Apple e Samsung, que ocupam de quatro a cinco posições cada no ranking, a Redmi aparece com um ou dois modelos por trimestre. Mas a regularidade é o que impressiona: a marca não some depois de um pico sazonal, ela se mantém.

O que explica o sucesso da Redmi?
A análise do Counterpoint aponta que a Xiaomi adota uma estratégia de “vencer pelo valor”, em vez de volume puro. Os celulares da Redmi não competem em especificações máximas, mas entregam o essencial com um preço que faz sentido para mercados emergentes e também para consumidores de países desenvolvidos que buscam um segundo aparelho ou um presente para jovens e idosos.
Enquanto isso, a Xiaomi também trabalha em outras frentes. A empresa estuda atualizar baterias de celulares antigos com mais capacidade, um movimento que pode fidelizar ainda mais os usuários da marca. E também corrigiu falhas graves do HyperOS 3 em celulares topo de linha, mostrando que não descuidou do software.
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O próximo passo da Xiaomi será manter esse ritmo. Com a concorrência aquecida e o mercado de intermediários cada vez mais disputado por marcas como Motorola e Realme, a Redmi terá que continuar entregando valor sem abrir mão da consistência. Até agora, o plano tem funcionado.
Fonte: XiaomiTime
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Créditos TecStudio

