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8ª geração de processadores Intel chega ainda este ano, mas não fique ansioso > Showmetech

Escrito por Paulo Carmino

A sétima geração de processadores Intel, codinome Kaby Lake, já está presente em diversos PCs e notebooks. Utiliza basicamente a mesma arquitetura do Skylake, com algumas melhorias aqui e ali. Essencialmente, clocks maiores, decodificadores 4K e suporte ao Optane. Este ainda está em seus primeiros estágios de vida, vale dizer. Manteve-se o processo de 14 nanômetros, que foi prometido para a próxima geração. Mas a 8ª geração, bem, continuará com os mesmos 14 nanômetros.

“Tick-Tock-Tock-Tock”

Mas teremos uma nova arquitetura, não? Também não. A 8ª geração será uma atualização do Kaby Lake. Este, por sua vez, é uma atualização do Skylake. E o Skylake usa o mesmo processo do Broadwell. Ainda não há muitos detalhes de quais mudanças serão implementadas (se é que teremos alguma mudança), mas a própria Intel promete um desempenho até 15% superior ao Kaby Lake. Os ganhos prometidos giram em torno de 10% de geração após geração, isso no melhor dos cenários. Então 15% de ganho é uma promessa e tanto.

AMD Ryzen

Qual a razão para uma nova (nova?) geração pouco tempo depois do anúncio do Kaby Lake? Tudo nos leva a acreditar que a Intel já esteja se preparando para a chegada do Ryzen. Esta, que é, de fato, uma nova arquitetura, está impressionando em diversos benchmarks, além de ter preços mais competitivos do que os produtos da Intel, segundo rumores. O Ryzen, antes conhecido como Zen, é a promessa do retorno da AMD ao segmento de alto desempenho. E certamente a Intel não vai deixar barato.

Benchmarks mostram o Ryzen posicionado entre o i7-6900K e o i7-6950X, os dois modelos mais caros da Intel disponíveis para o consumidor.

O que esperar da 8ª geração? Pouco. Basicamente, um produto desenvolvido especialmente para competir com a AMD, sem grandes inovações per se. Como se trata da mesma arquitetura, deve, em teoria, ser compatível com o mesmo soquete do Kaby Lake (que, por sua vez…). No segmento de baixa voltagem, porém, temos boas expectativas. Será que os processadores das séries U e Y contarão com clocks mais expressivos? Mais núcleos, quem sabe? Afinal, são modelos dual-core há anos.

Um ponto importante de salientar é que usar 14 nanômetros dá a entender que a Intel está com problemas para reduzir seu processo de fabricação para 10 nanômetros. Parece que veremos o primeiro chip de 10 nanômetros não em PCs, mas em smartphones, já que é praticamente certo que o Snapdragon 835 traga essa litografia. De qualquer forma, se você está pensando em montar um PC, é interessante esperar o segundo semestre. Tanto pela provável chegada do Zen quanto pela promessa de ganhos em relação ao Kaby Lake.

Para saber mais:

Fonte: Engadget, UberGizmo

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Paulo Carmino