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Trabalho sem remuneração causa polêmica durante SPFW


Proibido por lei, o trabalho não remunerado causou discórdia durante o São Paulo Fashion Week (SPFW), que aconteceu entre os dias 13 a 17 de março no Brasil.

Isso porque, em uma postagem, o editor do site de moda lilianpacce.com.br, Jorge Wabakara, procurou por estudantes de moda, jornalismo e rádio e TV, que “estivessem a fim”, “soubessem escrever”, e, que “tivessem uma mínima noção de Photoshop” e, “acima de tudo ter total disponibilidade nesta semana”. Para completar, o editor dizia: “Não temos verba, mas temos um bom coração”, ou seja, não haveria remuneração aos escolhidos para as vagas de estágio, que durariam durante toda a intensa semana de moda.

O anúncio do editor ainda era um tanto quanto grosseiro:“ “Não gaste seu tempo nem o meu, não gere lixo virtual que sobrecarrega servidores etc”, se referindo às pessoas que enviam currículo, mas que não têm vontade de trabalhar. Mas, algumas dezenas de pessoas não se importaram e se candidataram à vaga.

Lilian Pacce é apresentadora do GNT Fashion e lamentou o ocorrido. (Divulgação)
Lilian Pacce é apresentadora do GNT Fashion e lamentou o ocorrido. (Divulgação)

O texto foi compartilhado por milhares de pessoas, que criticaram a atitude do site da apresentadora do “GNT Fashion”, em contratar pessoas para trabalhar de graça, em um local que visa lucro. Em suas redes sociais, a apresentadora acabou classificando o anúncio como “infeliz”. “Ele mesmo percebeu o erro rapidamente e o retirou do ar em seguida. Tampouco o seu conteúdo é válido, pois não é nosso desejo, do autor, meu ou do site desvalorizar a profissão que escolhemos e que exercemos com paixão há tantos anos. Tenho orgulho de ter dado oportunidade para pessoas sem experiência nenhuma que se tornaram referência tanto no jornalismo quanto na moda: uma lista que vai de José Simão e Zeca Camargo a Aurea Calcavecchia, Renata Kalil e Sylvain Justum, para citar apenas alguns”, disse Lilian.

A Folha de S. Paulo destacou casos negativos e positivos de pessoas que trabalhavam no mundo da moda. O estilista Eduardo Inagaki, 38, conta que pagava para trabalhar, praticamente. “Eu catava alfinete do cho, no começo, lavei escada. Valeu, abriu portas, e nunca me senti lesado”.

Já Ana, 32, que não quis divulgar o nome completo, trabalhou de graça por um ano em duas marcas. “As pessoas pensavam que, por fazer moda, eu fosse uma filhinha de papai. Não era. Não sou. Me arrependo dessa experiência na exploração.”

Enquanto nos Estados Unidos a prática do trabalho não remunerado é perfeitamente normal, para que se lembrem da pessoa quando surgir uma vaga no futuro, no Brasil, a lei proíbe estágios gratuitos, salvo em casos em que sejam obrigatórios no currículo acadêmico, como quando aluno de licenciatura vai à sala de aula observar o professor para aprender.

Já os estágios não obrigatórios devem ter supervisão da faculdade e benefícios como bolsa-auxílio ou vale-transporte.

 

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