Cinema

Katherine Heigl volta ao cinema como vilã em Paixão Obsessiva

Escrito por Vinnícius Lopes

Coitada da Katherine Heigl! Ela já anda por aí há muito tempo, desde que era menina. Lembra dela ainda adolescente naquela comédia romântica com Gerard Depardieu, Meu Pai Herói? Depois de filmes como Força em Alerta 2 e A Noiva de Chucky 2 (pensa que a vida é fácil?), ela conseguiu engrenar na série Roswell, e outros filmes menores até conseguir o papel de sua vida, a médica Izzie Stevens em Grey’s Anatomy. Chegou inclusive a ganhar um Emmy. Nessa época, também fez filmes de sucesso como Ligeiramente Grávidos e A Verdade Nua e Crua (que eu adoro!), entre outros. Mas aí ela cometeu a besteira de começar a brigar com gente importante, especialmente a criadora de Grey’s, Shonda Rhimes. Isso, somado com o fato de escolhas erradas tanto no cinema (Como Agarrar meu Ex-Namorado, Lar, Doce Inferno) e séries que não passaram da primeira temporada (State of Affairs e Doubt), fizeram com que a carreira dela chegasse a um momento bem difícil. E o que ela faz em seguida? Uma vilã em Paixão Obsessiva, que estreou hoje nos cinemas.

Ela é Tessa, uma mulher enlouquecida e aparentemente perfeita, que não conforma que seu ex-marido resolveu se casar novamente com Julia (Rosario Dawson). Ela resolve então inventar mentiras, entrar em contato como se fosse Julia com um ex-namorado violento, estando disposta a fazer qualquer coisa para separar o novo casal.  O problema é que todo mundo já viu um monte de filmes sobre com esse tema. Atração Fatal é o mais conhecido, e recentemente até Beyoncé sofreu em Obsessiva, de 2009. Aliás, acho até pouco usual que este filme esteja sendo exibido nos cinemas, se parece muito mais com um filme para a TV. A explicação é o envolvimento de Denise DiNovi, conhecida e respeitada produtora, que depois de fazer sua estreia como diretora em um episódio da temporada final de Bones, tem aqui seu primeiro trabalho como diretora de cinema.

Quanto ao filme propriamente dito, ele não mostra nada de novo. Pelo contrário, todos os clichês estão lá. A nova mulher é inocente demais, o marido é um bobão (apesar de que Geoff Stults, de Sétimo Céu, é lindo!), e a vilã de Katherine Heigl é louca demais, apesar do evidente esforço da atriz de tentar imprimir um mínimo de humanidade em sua interpretação. Podem falar o que quiserem de Katherine, mas ela é talentosa. Para mim, o grande destaque (e surpresa) foi a participação da Pantera Cheryl Ladd como a mãe de Tessa. Continua linda, e faz de sua pequena participação um grande momento do filme.

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Na sessão para a imprensa, muita gente ria nas “horas erradas”, talvez pelo lugar comum de muitas situações. Não fui uma delas. Talvez porque minha experiência me ensinou que esse tipo de pessoas doidas existe, e o que elas podem aprontar não é nada divertido.

Abaixo a foto das duas estrelas na pré-estreia do filme. Rosario vestiu um dourado Vivienne Westwood e Katherine preferiu um branco Blumarine.

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Vinnícius Lopes